Jardim de Fios vs. Kokedama: Qual é a Diferença?

Multiple kokedamas suspended at staggered heights creating a dramatic string garden display

String Garden vs. Kokedama: Qual é a diferença?

O termo string garden aparece com frequência em conversas sobre plantas e design, muitas vezes ao lado de — ou de forma intercambiável com — a palavra kokedama. As redes sociais estão cheias de imagens identificadas com ambos os termos, e a confusão é perfeitamente compreensível. São a mesma coisa? Coisas diferentes? Coisas relacionadas?
A resposta é mais simples do que pode parecer. Um string garden não é um objeto diferente de uma kokedama. É uma forma de expor kokedamas — especificamente, suspendendo-as por cordéis, fios ou arames, de modo a que fiquem penduradas no ar como um jardim flutuante. A kokedama é o objeto; o string garden é a composição.
Compreender esta distinção não é apenas uma questão de rigor. Muda a forma como pensamos em ambos — e abre uma das maneiras mais bonitas e criativas de expor plantas vivas.

O que é um String Garden?

Um string garden — por vezes chamado hanging garden ou, em japonês, kokedama tsuri (kokedama suspensa) — é uma forma de apresentação em que uma ou mais kokedamas são suspensas a partir de cima, criando a ilusão de plantas a flutuar no ar.
O conceito é exatamente aquilo que o nome sugere. Pegue numa kokedama — essa esfera autónoma composta por planta, substrato e fibra de coco. Prenda-lhe um pedaço de cordel, fio, linha de pesca ou arame. Pendure-a num gancho no teto, num varão de cortina, num ramo ou em qualquer estrutura superior. O resultado é uma planta suspensa, com as raízes envolvidas em fibra de coco, a folhagem a cair em cascata ou a erguer-se, e o conjunto a parecer desafiar a gravidade.
Quando pendura várias kokedamas a diferentes alturas — variando as plantas, os tamanhos das esferas de fibra de coco e os comprimentos dos fios — cria um string garden. No seu melhor, é uma das formas mais marcantes de expor plantas dentro ou fora de casa.

De onde vêm os String Gardens?

A prática de suspender kokedamas tem origem no Japão, onde evoluiu naturalmente a partir da própria tradição da kokedama. Quando se tem uma esfera vegetal autónoma, sem vaso, a questão de como a apresentar abre várias possibilidades — e a suspensão é uma das respostas mais cativantes.
No Japão, as kokedamas suspensas são usadas há décadas em design de jardins, montras e espaços domésticos. A prática ganhou um público mais alargado quando o designer de jardins japonês Fedor van der Valk levou o conceito a uma audiência internacional no início dos anos 2000, criando instalações de esferas suspensas revestidas em fibra de coco a que chamou string gardens. O seu trabalho foi amplamente fotografado e partilhado, e o termo ganhou força no mundo ocidental do design.
O apelo não é difícil de perceber. Numa cultura cada vez mais atraída pelo design biofílico — a integração de elementos naturais em ambientes construídos — um string garden oferece algo que nenhuma prateleira de plantas em vaso consegue: a presença de verde vivo em todos os níveis de uma divisão, e não apenas sobre superfícies horizontais. Plantas acima do nível dos olhos, plantas à altura do rosto, plantas à altura da cintura — um jardim vertical que não exige parede, estrutura nem instalação para além de alguns ganchos.

Como se faz um String Garden

Criar um string garden começa pela produção de kokedamas — o processo de envolver o sistema radicular de uma planta em substrato e fibra de coco é o mesmo, independentemente da forma como a peça final será exposta. A diferença está no que vem a seguir.

Escolher o fio

O material do fio é mais importante do que pode parecer. As opções mais comuns são:
Barbante natural ou juta — Dá o aspeto mais orgânico e rústico. A textura áspera e terrosa do barbante complementa lindamente a fibra de coco e cria uma ligação visível e intencional entre a kokedama e o ponto de suspensão. A desvantagem é que as fibras naturais podem acabar por enfraquecer com a exposição repetida à humidade.
Linha de pesca ou monofilamento — Quase invisível, criando o efeito visual mais dramático: a kokedama parece flutuar completamente sem suporte. É a escolha preferida para instalações em que a ilusão de leveza é o objetivo. A linha é resistente, impermeável e duradoura.
Arame — Arame fino de florista ou arame de cobre oferece durabilidade e um discreto apontamento metálico. O arame pode ser moldado e dobrado, o que permite maior controlo sobre a posição e o ângulo da kokedama.

Fixar o fio

O fio é passado através da esfera de fibra de coco, normalmente com a ajuda de uma agulha comprida ou de um pau fino para criar um canal pelo centro da esfera. O fio atravessa-a, e um pequeno nó ou travão na parte inferior impede que deslize. Alguns artesãos enrolam o fio à volta do exterior da esfera, integrando-o no fio de atar — isto cria uma fixação segura sem perfurar a esfera de substrato.
O ponto de fixação deve ficar aproximadamente centrado para que a kokedama fique pendurada de forma equilibrada. Consoante o hábito de crescimento da planta, pode ser útil ajustar ligeiramente o ângulo — uma planta pendente pode beneficiar de ficar suspensa a direito, enquanto uma planta de crescimento vertical pode precisar de uma ligeira inclinação para mostrar melhor o seu lado mais bonito.

Pendurar e compor

É aqui que acontece a arte. Uma única kokedama suspensa é bonita. Um grupo delas, cuidadosamente composto, é transformador.
Os princípios fundamentais são simples:
Varie as alturas. Pendure kokedamas a diferentes níveis — algumas perto do teto, outras à altura dos olhos, outras mais abaixo. Isto cria profundidade e interesse visual, e evita que a composição pareça uma fila plana de objetos suspensos.
Varie as plantas. Misture espécies pendentes e verticais. Combine diferentes texturas de folha e tons de verde. Um string garden com um feto-de-Boston em cascata, um ficus de presença escultórica e um pothos pendente cria uma composição rica e estratificada — cada planta traz algo diferente ao conjunto.
Considere o espaço negativo. Um string garden depende tanto do espaço entre as kokedamas como das próprias kokedamas. Não as pendure demasiado próximas umas das outras. Deixe cada uma respirar. O ar vazio entre elas faz parte da composição.
Pense na luz. As kokedamas suspensas recebem muitas vezes uma luz diferente da das plantas colocadas em prateleiras. Um string garden junto a uma janela, com a luz a atravessar as folhas e a projetar sombras em movimento na parede, cria um efeito quase teatral.

Considerações práticas

Um string garden não é difícil de manter, mas exige alguma atenção.
Rega é o principal aspeto a considerar. As kokedamas suspensas continuam a precisar de ser mergulhadas em água — o que significa retirá-las, submergi-las, deixá-las escorrer e voltar a pendurá-las. Isto não é tão trabalhoso como parece (a maioria das kokedamas precisa de imersão apenas uma ou duas vezes por semana), mas convém planear. Pendure as kokedamas a alturas a que consiga chegar ou use ganchos com mecanismos de libertação rápida.
Algumas pessoas colocam um tabuleiro raso ou uma toalha por baixo do string garden para apanhar o gotejar ocasional depois de voltarem a pendurar uma kokedama acabada de mergulhar. É uma solução prática, não deselegante.
Peso também merece atenção. Uma kokedama é significativamente mais pesada quando está totalmente embebida do que quando está seca. Certifique-se de que os pontos de suspensão — ganchos de teto, suportes, varões — estão preparados para esse peso. Uma kokedama média, acabada de ser mergulhada, pode pesar entre um e dois quilos. No caso de várias kokedamas, o peso combinado acumula-se.
Rotação é útil. As plantas crescem em direção à luz, e uma kokedama suspensa acabará por se inclinar se estiver sempre voltada para o mesmo lado. Dê a cada uma um quarto de volta a cada uma ou duas semanas para manter um crescimento equilibrado.

Onde os String Gardens funcionam melhor

A beleza de um string garden está na sua versatilidade. Funciona em praticamente qualquer divisão, mas há espaços que lhe assentam particularmente bem.
Perto de janelas — A combinação de luz natural filtrada através das folhas com a qualidade flutuante das kokedamas cria algo verdadeiramente mágico. Janelas voltadas a nascente ou a norte, com luz intensa mas indireta, são ideais.
Em cozinhas — Um string garden de ervas aromáticas por cima de uma bancada ou ilha é simultaneamente bonito e funcional. Basta estender a mão, colher o que precisa e desfrutar da composição no resto do tempo.
Em casas de banho — A humidade favorece plantas que gostam de ambientes húmidos, como os fetos, e a área geralmente reduzida de uma casa de banho faz com que a apresentação vertical seja especialmente valiosa.
Em salas de estar — Um string garden num canto, junto a uma cadeira de leitura ou ao lado de uma janela cria um ponto focal que conduz o olhar para cima e dá vida à divisão sem ocupar qualquer superfície.
No exterior — Os string gardens funcionam muito bem em alpendres cobertos, varandas e pérgulas, desde que as plantas sejam adequadas às condições exteriores e estejam protegidas da chuva direta e do sol intenso.

Mais do que uma forma de apresentação

Um string garden é, na sua essência, uma ideia simples: pendurar kokedamas em fios. Mas, na prática, é algo mais. É uma forma de reimaginar o que uma coleção de plantas pode ser — não uma fila de vasos numa prateleira, mas uma composição viva e tridimensional que habita o seu espaço de uma forma fundamentalmente diferente.
Recorre aos mesmos princípios estéticos japoneses que dão à kokedama a sua força: simplicidade, materiais naturais, a beleza das formas imperfeitas, o prazer das coisas vivas. E traduz esses princípios em algo que pode criar na sua própria casa, com alguns ganchos, algum fio e as plantas certas.


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